2021, de fato, não foi para principiantes. Cercado de incertezas em praticamente todas as áreas, o ano que se desenhou como uma continuidade de 2020, terminou trazendo o alento de que as coisas, finalmente, voltaram a andar, ainda que em passos lentos.
Se na economia a palavra do momento é retomada, na política sergipana o verbete mais citado nos editoriais políticos e nas redes sociais, sem dúvida alguma, foi definição. Sim, ela aconteceu e, ao mesmo tempo, não aconteceu a contento.
Na base governista, o PT se decidiu por ir adiante com Rogério Carvalho disputando o Governo do Estado, mesmo sem apoio do Governador Belivaldo Chagas. Este, por sua vez, preferiu não definir ainda em 2021 quem teria a sua bênção na disputa à sua sucessão.
E neste cenário de incertezas, conversas e especulações, André definiu a sua chegada à base governista sob a justificativa de que os desafios impostos pela pandemia exigiam dos grandes homens públicos de Sergipe a atitude de somar, unir forças, buscar, com união, as melhoras que os sergipanos tanto precisam.
É aí que começa a pouco comentada e percebida comprovação cabal da habilidade política de André Moura.
Ao se aproximar do Governo, o ex-deputado conquista rapidamente o seu espaço e protagonismo no agrupamento, ocupando naturalmente e despretensiosamente um vácuo que surge com a saída precoce do PT da base.
É claro que André estaria ao lado do Governador com ou sem os petistas, mas com a coincidência dos fatos, o ex-deputado cai como uma luva no agrupamento, tornando-o mais forte, coeso e, construindo um cenário em que Rogério Carvalho e sua turma não fazem a menor falta.
Ao mesmo tempo, André aumenta o seu trânsito entre eleitores outrora hostis a ele, sobretudo, na capital sergipana. Quem acompanha os atos do Governo de Sergipe e da Prefeitura de Aracaju na cidade vê o quanto tem aumentando a sintonia entre ele e a população.
Por tudo isso, André, que herdou do saudoso Reinaldo Moura a capacidade de diálogo e destreza na construção de relações, se firma como uma liderança brilhante num ano em que se produziu mais perguntas do que respostas para o futuro político do estado.
É importante lembrar que apesar de o Governador não ter cravado o nome do seu candidato ao Palácio de Despachos, em nenhum momento o mesmo hesitou em dizer que André seria o seu candidato ao senado.
Cabe apenas a André escolher se tentará um retorno à Câmara, onde despontou como um dos políticos mais influentes da história de Sergipe ou se tentará novamente um espaço no senado, fazendo o que Rogério e Alessandro ainda não conseguiram: dar protagonismo a Sergipe.
Seja qual for o desfecho desta situação, não há mais nenhuma dúvida do brilhantismo de André no trato à política e, mais do que isso, do quanto sua ausência no congresso impacta o nosso estado.
Enquanto espera uma nova janela se abrir, André segue acompanhando as inaugurações das obras realizadas com recursos que ele mesmo conquistou enquanto ocupava cargo eletivo em Brasília. E assim, segue vivo, ativo e na dianteira de todo o processo político sergipano.