O prefeito do pequeno município sergipano de Riachão do Dantas passou a receber, desde maio de 2025, um dos salários mais altos entre os gestores públicos do estado – e, surpreendentemente, superior até mesmo ao salário do prefeito de São Paulo, maior cidade do Brasil. O subsídio atual de R$ 39.600,00 mensais coloca Riachão no centro de uma polêmica que escancara os desequilíbrios e distorções no uso de recursos públicos.
O reajuste foi aprovado ainda em 2024, na legislatura anterior da Câmara Municipal. O atual gestor já recebe o novo valor desde maio desse ano, sem qualquer anúncio ou discussão pública sobre o impacto desse aumento para os cofres municipais.
A comparação escancara uma grave distorção: enquanto São Paulo lida com demandas metropolitanas complexas, orçamento bilionário e milhões de usuários de serviços públicos, Riachão enfrenta desafios típicos de cidades pequenas, com estrutura reduzida e orçamento limitado — mas paga mais ao seu prefeito.
Num cenário nacional em que a eficiência na gestão pública deveria ser acompanhada por responsabilidade fiscal, casos como o de Riachão do Dantas acendem o alerta. Até que ponto municípios de pequeno porte podem se dar ao luxo de bancar subsídios tão elevados para seus chefes do Executivo?
A prática de equiparar — ou até superar — os salários de gestores de grandes centros em cidades pequenas não é nova, mas continua a gerar críticas de especialistas em finanças públicas. Para muitos, trata-se de uma inversão de prioridades e um uso questionável dos recursos da população, especialmente em municípios com carências em áreas como saúde, educação e infraestrutura.
fonte: regional se



